quinta-feira, 5 de maio de 2011

“Um computador pode ser um professor”

O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, tem uma ideia que pode ajudar a melhorar o sistema de educação pública dos Estados Unidos: computadores, é claro.
Wozniak na Campus Party 2011, aqui no Brasil.
FOTO: Paulo Pinto/AE
A tecnologia está chegando a um ponto em que os aparelhos feitos hoje em dia têm todos os sensores presentes em seres humanos –movimentos, visão e audição, embora ainda estejam longe de substituir pessoas e professores, disse.

Estamos próximos a um ponto em que se poderá fazer aparelhos que se tornam amigos e não apenas um livro de textos digitalizado”, afirmou a engenheiros em um evento no Vale do Silício nesta terça-feira.


Frente a cortes no orçamento, estados norte-americanos e escolas podem ter que fazer cortes que afetam o tamanho das classes, currículos e salários de professores. Já que escolas públicas são, em grande parte, financiadas pelos Estados, elas tipicamente sofrem com os cortes.

Wozniak, que fundou a Apple Computer em 1976 com Steve Jobs e Ronald Wayne, afirmou que os sistemas educacionais não se adaptaram às necessidades das crianças, com escolas aderindo a filosofias de ensino de cima para baixo.

Se você tivesse 30 professores em uma classe com 30 alunos, todos teriam atenção individual e seguiriam seu próprio ritmo”, disse Wozniak. “Então acho que, algum dia, um computador pode ser um professor”.

Wozniak mencionou ter ensinado no ensino fundamental por oito anos.

A escola, em si, é uma força muito restritiva sobre a criatividade”, disse. “Quanto você vem às aulas, faz as exatas mesmas páginas no livro, gasta as mesmas horas que todos os outros. Não vai no seu próprio ritmo”.

Popularmente conhecido como “Woz”, ele obteve a maior parte de seus conhecimentos de engenharia com seu pai e consertando computadores tarde da noite em seu quarto.

Nunca usei um livro escolar para isso”, disse.


 
Ponto de Vista em relação a matéria acima postada

Não posso ainda concordar plenamente com o Sr Wozniak, pois creio ainda na parte sensível de um professor, apaixonado pelo que faz, na percepção das incapacidades momentâneas de alunos, de maneira que haverá uma necessidade de um apoio mais próximo, mais sensível do professor para com seu aluno que em sua jornada do conhecimento e da construção intelecutal e profissional, as vezes se encontrará desmotivado por situações externas ao seu campo de estudo, uma decepção com uma namorada ou namorado, perda de um ente querido, desatenção por atravessar dificuldades financeira, sentimento abalado por um animal de estimação que morreu atropelado... etc.

Onde e quando uma máquina poderá analisar tais situações? De que forma esta mesma máquina poderá auxiliar um aluno abalado sentimentalmente para que retome a sua caminhada do saber?

São essas e outras questões que só mesmo uma vida, ou seja, nosso semelhante, pessoa, formada de corpo, alma e espírito poderá identificar tais situções e agir de forma sensível a dificuldade encontrada no aluno, e daí por diante buscar uma maneira eficaz de sua reabilitação e retorno aos estudos.

Entendo também que o "Facilitador do Conhecimento", também é "um assessor para assuntos aleatórios" como gosta de atribuir o ilustre apresentador "Jó Soares" ao seu músico "Derico", que sempre se dispõe a explicar questinamentos fora da matéria (assunto) dos entrevistados em seu programa. O aluno também buscará no professor alguma experiência extra classe, extra abiente acadêmico, para que possa aprender e entender certas situações em que não está sendo possível captar o conteúdo lecionado.

Fico aqui pensando com o meu "NOTEBOOK", o que seria de uma certa jovem do Rio Grande do Norte, com Sindrome de Down, que obteve fomação superior como Pedagoga, se não fosse a sensibilidade, paciência, carinho, afetividade, amor, generosidade e por fim para não mai prolongar a matéira humanidade dos professores, dos mestres, dos doutores, que a acompanharam em sua jornada de aprendizado? O que fizeram estes "Facilitadores do Conhecimento" além dos livros, quadro, giz, cadernos, lápis, borrachas, tecnologias, métodos de ensino, e etc... para que esta PESSOA em suas limitações genéticas  pudesse chegar a tão "inalcançada formação", na percepção de uma grande maioria, surpreendendo assim a estes, tornando possível tal conquista.

Não vou nem comentar que tal conquista se deu em uma região considerada inferior com relação as modernas instalações, bibliotecas e laboratórios acadêmicos de outras regiões como sul e sudeste.

Gosto de falar e escrever o que aprendi e atribuir a coisas como estas na seguite frase, e aí vai se sirvam tanto os céticos como aos de boa fé:
"Deus é surpreendente".

Um Bom Dia para TODOS !!!


Fonte: Portal Estadão / Tecnologia / Link
Por: Poornima Gupta e Noel Randewich (Reuters)

Ponto de Vista: Charles Dantas R. Lima