terça-feira, 21 de junho de 2011

SSD é o próximo passo para Armazenagem de Dados

Unidades sólidas começam a se popularizar no mercado de Tecnologia, como solução mais veloz e leve que os Discos Rígidos



Unidade SSD garante acesso mais rápido
que os discos rígidos
Uma das grande preocupações do ser humano é preservar sua memória. E desde o período das cavernas, quando gravava sua visão de mundo em formas de pinturas e gravuras rupestres. De lá para cá, foram criados meios para transmitir e perpetuar a memória. Dos pergaminhos ao advento da prensa tipográfica, e a criação dos primeiros computadores, sempre houve a preocupação de como preservar todo o conhecimento registrados nessas mídias. Durabilidade, confiabilidade e segurança critérios fundamentais quando se trata de armazenamento de informações.

Hoje há diversas formas de registrar dados, no qual se pode guardar conteúdo em CD, disco rígido (HD), pen drive, assim como servidores em nuvem. Mas, cada dispositivo têm suas vantagens e desvantagens, que vão desde a vida útil à velocidade de acesso, fragilidade e exposição. E a tecnologia apontada com solução para muitos empecilhos é o SSD, sigla para Solid-State Drive, ou apenas disco sólido, que começa a se popularizar.

Vendo a diferença estrutural física entre HDD e SDD


Partindo do mesmo conceito de um flash drive, utilizado em cartões de memória ou pen drives, o SSD na prática é um série de pentes de memória flash dispostas em um placa de circuito integrado, no qual é feito gerenciamento do tráfego de dados. Uma de suas vantagens é a resistência a choques mecânicos e, ao contrário de um disco rígido, que pode ter seu conteúdo danificado ao menor impacto, um SSD tem grande resistência a pancadas e tombos.

Apesar de estar longe de aposentar o HD, devido ao seu alto custo, é apontado como uma das melhores e mais seguras opções de armazenamento. Mas por enquanto, é uma solução para notebooks compactos e dispositivos móveis como tablets, pois tem menor consumo de energia, é mais leve, ocupa menos espaço e gera menos calor que um disco rígido. “O SSD é o que há de mais moderno em armazenamento de dados, pois oferece velocidade de acesso infinitamente superior a um HD. No entanto, ainda é cedo para dizer que a tecnologia irá substituir os discos rígidos, pois o custo por MB ainda é muito caro, em comparação ao disco rígido convencional”, aponta o diretor de operação da Kingston Brasil, José Alberto Gervásio, que ressalta que as vendas globais são de 60 mil unidades mensais.

Hoje, uma unidade de 64 GB de espaço, para uso em desktop, parte de R$ 600. Já um SSD com 256 GB custa salgados R$ 2.200, tanto para um PC de mesa, quanto para um notebook. Já um HD de 2 TB, volume oito vezes maior, pode ser encontrado por R$ 320. Já um disco rígido para laptop, com 1TB, sai por até R$ 380. “Toda nova tecnologia tem preço elevado e, com sua popularização, há a chamada economia de escala, que reduz os preços finais”, justifica Gervásio.

Especialistas ainda ponderam sobre o uso massivo do SSD, já que os modelos atuais apresentam falhas, como observa o engenheiro responsável pelos produtos da Seagate na América Latina, Igor Bezerra, uma das líderes no segmento de discos rígidos. “Por enquanto, o SSD, não é tão confiável quanto um HD, por ser uma tecnologia recente. A ainda há muitos bugs, que precisam ser corrigidos, mas a velocidade de acesso aos dados é muito superior. Hoje, são empregados em notebooks de pequeno porte, mas a tendência é que cheguem aos data centers”, prevê Bezerra.


Por: Marcelo Ramos - Repórter
Fonte: R7 / Hoje em Dia / Tecnologia