quinta-feira, 2 de junho de 2011

Seu BLOG pode render Dinheiro! Veja Blogs que se transformam em Empregos

Há um certo que venho estudando Blogs na internet, e vendo comportamentos, negócios, diários, informativos e muitas outras formas e meios de publicações por meio dos Blogs. Recentemente foi publicada uma matéria sobre Blogs que se transformaram em empregos, achei muito proveitosa a matéria e resolvi trazer publicações sobre o assunto para meu Blog, para os que estão procurando utilizar desse meio na internet.

Lançando o equivalente digital à mensagem na garrafa no vasto oceano da internet, muitas pessoas começam sites ou blogs esperando encontrar um público apreciativo para os vídeos de seus rebentos precoces, receitas de bolinhos ou comentários profundos sobre a vida cotidiana. O sonho, claro, é desenvolver uma ampla e leal legião de seguidores – e acabar lucrando com isso.



Embora a maioria desses editores de si próprios não atraia a atenção de qualquer pessoa além de familiares e amigos, existem aqueles que obtêm um reconhecimento maior – e algum lucro. O que esses bem-sucedidos têm em comum é uma paixão por seu assunto e uma quase compulsão por compartilhar o que sabem. Propaganda, merchandising, eventos offline, contratos de livros, doações – e algumas vezes a pura sorte – também podem ter alguma participação.

Meu conselho é escolher um tópico do qual você nunca se cansará”, disse Stephanie Nelson, de 47 anos, dona de casa de Atlanta que fundou o CouponMom.com em 2001. O site compartilha dicas sobre como economizar dinheiro ao usar cupons de compras, comuns nos EUA. “Nos primeiros três anos eu não ganhei nem um tostão; para seguir com tudo, tinha de amar o que estava fazendo”.

Segundo ela, o site possui hoje mais de 3,8 milhões de visitantes por mês e a receita gerada sustenta uma família de quatro pessoas – permitindo que seu marido se aposentasse precocemente, há cinco anos. “Não estou cansada disso”, afirmou Nelson.

Metade da receita do site vem do serviço AdSense, do Google, e a outra metade de empresas como Groupon e LivingSocial – que compram anúncios diretamente com ela. O AdSense gera anúncios de texto com base nas palavras que aparecem nas páginas web. Por exemplo, se um posto do blog fala de cachorros, surgem anúncios de rações caninas.

Muitos dos anúncios do Google só geram lucro se as pessoas clicam neles – geralmente frações de centavos por cada clique. Também é possível ser pago a cada vez que um anúncio Google aparece numa página. As taxas são determinadas, em parte, por publicitários fazendo lances num leilão online.

Outras empresas, como BuySellAds.com eBlogAds, permitem que os blogueiros determinem o quanto querem cobrar pelos anúncios em seus sites. Então eles ligam os sites aos anunciantes, cobrando uma porcentagem das vendas de anúncios – geralmente, entre 14 e 30 por cento.

A Federated Media, empresa de gerenciamento de talentos na Web, é mais seletiva, negociando taxas em nome de criadores independentes de conteúdo que concorda em representar. No geral, valores de anúncios online variam bastante, de US$ 54 mil por dia para um anúncio no popular blog PerezHilton.com, a US$ 10 por mês no blog de quadrinhos The Soxaholix. The New York Times Co. investe na Federated Media.

Clayton Dunn, de 32 anos, e Zach Patton, de 31, os blogueiros por trás de The Bitten Word, ganham cerca de US$ 350 ao mês com os anúncios de pagamento por clique do Google e em comissões do site Amazon.com – quando os leitores seguem links de aparelhos de culinária, livros e assinaturas de revistas que eles recomendam. Dunn e Patton, que moram em Washington e blogam sobre receitas de revistas populares que tentaram fazer, começaram o site em 2008 – e hoje têm cerca de 150 mil visitantes por mês.

Hoje ele rende mais do que o dinheiro do pão”, declarou Dunn, acrescentando que eles ainda são recompensados pelos leitores, que lhes presenteiam com iguarias como abacates frescos e xarope de gengibre havaiano.

Para quem quer aumentar a receita com anúncios, Jonathan Accarrino, fundador do blog de tecnologia e 'como fazer’ MethodShop.com, sugere ter anúncios contextuais; estes são palavras destacadas no meio dos posts, com links ao vendedor de um produto ou serviço relevante. Uma comissão é paga sobre as vendas geradas.

Segundo Accarrino, inserir vídeos num post é outra estratégia que contribui à receita anual de seis dígitos de seu blog: “Gravo tutoriais em vídeo e faço o upload ao Blip.tv”, serviço similar ao YouTube. E como o YouTube, o Blip.tv dá aos usuários a opção de colocar anúncios nos vídeos. Estes geram de US$ 1 a US$ 10 para cada mil visualizações, dependendo do anunciante.

De fato, muitos blogueiros de vídeo ganham dinheiro dessa forma. Sheila Ada-Renea Hollins-Jackson, maquiadora de 22 anos de Farmington, Michigan, recebe até US$ 200 por mês com os 63 vídeos sobre tratamentos de beleza que postou no YouTube desde 2008. “Já paga minha conta de celular”, disse ela.

Esses blogueiros se inscrevem ou são convidados pelo YouTube para exibir anúncios com base no número de visualizações ou na qualidade do conteúdo.

Vender produtos num blog ou site pessoal pode render ainda mais dinheiro.

Darren Kitchen, de 28 anos, diz ganhar US$ 5 mil por mês vendendo adesivos, camisetas, bonés e ferramentas para hackear computadores em seu site, Hak5.org, que oferece um vídeo semanal sobre hackear computadores.

É uma loucura o número de pessoas que quer os adesivos”, afirmou Kitchen, que iniciou o Hak5 em 2005 e afirma ter 250 mil visitantes mensais.

Contratos de livros são o objetivo final para muitos blogueiros aspirantes a escritores. Molly Wizenberg, de 32 anos, começou seu blog, o Orangette, em 2004, como forma de afiar suas habilidades de escrita após abandonar um programa de doutorado em antropologia.

Suas reflexões sobre comidas e a vida atraíram 350 mil visitantes por mês e a atenção da editora Simon & Schuster, levando à publicação no ano passado de seu livro, 'A Homemade Life: Stories and Recipes From My Kitchen Table’ ('Uma vida caseira: Histórias e receitas da minha mesa da cozinha’, em tradução livre). Em abril ela assinou contrato para escrever mais um livro.

Isso vai além do que jamais imaginei”, afirmou Wizenberg.

Algumas pessoas simplesmente pedem que seus fãs e seguidores façam doações para apoiar seus esforços criativos. Kelly DeLay, de Frisco, no Texas, disse receber de US$ 200 a US$ 400 por mês dos visitantes de seu site, The Clouds 365 Project, no qual ele posta uma foto diária de formações de nuvens. “As pessoas podem ser bastante generosas”, disse DeLay, que começou a tirar fotos de nuvens depois de perder o emprego de diretor de mídias interativas, em 2009.

Cobrar pelo conteúdo também é uma opção. Collis Ta’eed, morador da Austrália de 31 anos, fundou o FreelanceSwitch.com, que oferece conselhos práticos a trabalhadores freelance, e o Tuts(PLUS), que traz tutoriais relacionados à tecnologia. Ele garante ganhar US$ 150 mil por mês com seus sites, a maior parte de conteúdo premium – basicamente tutoriais e e-books. “As pessoas pagarão por conteúdo se você lhes oferece algo de valor, que seja autêntico e útil de maneira geral”, disse Ta’eed, contando que seus dois sites recebem 6,4 milhões de visitantes por mês. Um exemplo de conteúdo útil é o quadro de empregos do FreelanceSwitch, que rende US$ 7 mil por mês, afirmou. Quem divulga vagas não paga nada; quem busca empregos paga US$ 9 por mês.

E algumas vezes, pessoas pagam para comparecer a eventos organizados por blogueiros que admiram. Steve Pavlina, de Las Vegas, disse ganhar US$ 40 mil com os workshops de final de semana que surgiram a partir de seu blog, StevePavlina.com, focado em questões ligadas ao desenvolvimento pessoal. Ele criou o blog em 2004, e diz ter 2,4 milhões de visitantes mensais. Além dos workshops, ele disse fazer cerca de US$100 mil por mês em comissões de vendas de produtos recomendados no blog, como cursos de leitura dinâmica e liquidificadores de alta velocidade.

Digo às pessoas que, se elas querem começar um blog unicamente para ganhar dinheiro, é melhor desistir logo de cara”, afirmou Pavlina. “Você precisa gostar muito e ser apaixonado pelo assunto”.

Fonte: Kate Murphy, The New York Times