terça-feira, 19 de abril de 2011

Um Violinista no Metrô

Gosto de estar informado, e para isto gosto sempre de ler notícias pela manhã, logo cedo, assim que entro na web. E um certo dia me deparei com um artigo interessante postado no Jornal "The Washington Post" de Washington - EUA, que foi publicado pela EFE / Folhaonline.com.br.

Como é interessante percebermos que muitas vezes valorizamos mais o que é divulgado pela mídia enriquecida pelo marketing das propagandas, fazendo com que as coisas anônimas e simples da vida não tenham apreciação alguma.

O homem gosta mesmo de tudo o que é evidenciado pelos meios de comunicação, onde muitos olhares são atraídos e o seu dinheiro abduzido de sua carteira pelo simples fato de estarem participando de um evento, as vezes concorridíssimo, por causa das campanhas de divulgações que atraem muitas pessoas que fazem de tudo para estarem por dentro destes eventos divulgados pela mídia.

O homem não aprecia o cotidiano, são poucos os que valorizam a arte de anônimos, e isso me faz perguntar: será que apreciamos as coisas porque gostamos ou porque as massas, maioria das pessoas, as valorizam?

Aprecie o Artigo que li em meio as noticias na manhã de 10 de Abril de 2007, e que reencontrei enquanto buscava alguns trabalhos que fiz no Seminário durante aquele ano para que possamos refletir um pouco, cujo o título foi:
 

Violinista Famoso toca em Metrô dos EUA e passa quase despercebido
 

Joshua Bell - Famoso Violinista
Norte-americano

O famoso violinista norte-americano Joshua Bell, 39, mostrou que, apesar de tocar de forma magistral as mais belas composições clássicas, os usuários do metrô da capital norte-americana, Washington, são insensíveis ao seu virtuosismo.

Em experimento descrito num artigo publicado no último domingo, o jornal "The Washington Post" convidou Bell, um dos melhores violinistas do mundo, para tocar no metrô da cidade, com o intuito de constatar a reação do povo à música do instrumentista.

Às 7h51 (horário local) do dia 12 de janeiro, na estação L'Enfant Plaza, centro da capital federal, o artista e ex-menino prodígio começou seu recital de seis melodias de diversos compositores clássicos diante de dezenas de pessoas que só pensavam em chegar a tempo ao trabalho. A idéia do jornal era descobrir se a beleza seria capaz de chamar a atenção num contexto banal e num momento inadequado.

Violino Stradivarius de 1713
avaliado em US$ 3,5 Mihões
Bell, vestido de calça jeans, camisa de manga comprida e boné, tocou seu Stradivarius de 1713, avaliado em US$ 3,5 milhões, para 1.097 pessoas que passaram a poucos metros de distância durante sua apresentação.

Ao longo dos 43 minutos em que tocou, o violinista nascido em Indiana arrecadou US$ 32,17 posteriormente doados para instituições beneficentes, valor bem abaixo dos US$ 100 que os amantes de sua música pagaram três dias antes por assentos razoáveis (não os melhores) no Boston Symphony Hall, que na ocasião teve lotação esgotada.

Na estação L'Enfant Plaza, fora dos grandes palcos e tendo como única companhia seu violino, Bell só foi reconhecido por uma pessoa, e poucas pararam para ouvi-lo por alguns instantes.

Segundo o "Post", Leonard Slatkin, diretor da Orquestra Sinfônica Nacional dos Estados Unidos, esperava que "entre 75 e 100 pessoas parariam e passariam um momento ouvindo" o artista, ainda que nenhuma delas fosse reconhecê-lo à primeira vista.

Na verdade, só três minutos e 63 pessoas depois, alguém se deu conta de que uma bela melodia ecoava no metrô.

Um homem de meia idade foi o primeiro a tirar os olhos do chão e a desviá-los em direção a Bell, mesmo que por um segundo. Trinta segundos mais tarde, uma pessoa depositou o primeiro dólar no estojo do violinista. No sexto minuto da apresentação, finalmente alguém decidiu parar por um momento e se apoiar numa das paredes da estação para apreciar a boa música que era tocada.

O violinista começou seu pequeno concerto popular tocando a "Chacona" ("Partita nº 2"), de Johann Sebastian Bach (1685-1750). Depois, prosseguiu com a "Ave Maria", de Franz Peter Schubert (1797-1828), e a "Estrellita", de Manuel Ponce (1882-1948).

Ao todo, foram sete os indivíduos que interromperam seus passos para ouvir Bell, enquanto 27 decidiram dar-lhe algum dinheiro.

Embora só uma mulher que havia estado num de seus concertos tenha reconhecido o instrumentista, de modo geral, as pessoas que pararam para ouvi-lo perceberam que não se tratava de um músico qualquer.

"Era um violinista soberbo, nunca tinha ouvido nada assim. Ele dominava a técnica, seu fraseado era ótimo. E seu violino também era bom; tinha o som amplo, rico", descreveu John Piccarello, um supervisor do serviço postal que um dia tocou o instrumento.

Outro usuário do metrô que parou para ouvir o virtuoso violinista foi John David Motensen, funcionário do Departamento de Energia e que, sem os conhecimentos de Piccarello, disse ao "Washington Post" que a música de Bell o fazia "sentir uma paz".

Gene Weingarten, o redator do "Post" que teve a idéia do experimento, disse ontem numa conversa com leitores do jornal que atrasou a publicação do artigo devido ao prêmio mais importante da música clássica, o Avery Fisher, que o artista recebe hoje.

Segundo a publicação, os cidadãos de Washington confirmaram a máxima de que "a beleza está nos olho de quem vê". E, aparentemente, nos ouvidos de quem ouve.

 Fonte: EFE, em Washington / Folhaonline.com.br

  
Que intrigante experimento não?

Mas será que aquele violinista ficou abatido, por não ser reconhecido pelas centenas de pessoas que passavam por ali naquele instante? Será que ele ficou triste por não se aglomerarem algumas centenas delas, as quais chegam a pagar US$ 100,00 (cem dolares) para apreciarem seu talento, ou seja, nos dias de hoje quase R$ 160,00 por uma única apresentação?

A resposta com certeza é não. Ele sabe o seu valor, ele sabe que está fazendo o que gosta de fazer,  que ama está tocando o instrumento que o despertou para aquele sublime talento.

Quero também perguntar a você aproveitando este inusitado acontecimento, será que você sabe o valor que tem? Será que você faz por prazer, por amor, por gratidão ao talento que Deus te deu? Será que você executa a sua função com tanta maestria e entusiasmo como faz este talentoso violinista famoso?   Você corre pela fama? Faz o que sabe fazer para que possa ficar famoso ? Seu talento é somente pelo dinheiro ?

Espero que você esteja entendendo, Deus fez você, uma pessoa única, não há outro igual a você no universo, não existe tal como você, você é querido(a) e amado(a) por Deus. Seu valor é tão inestimável, pense bem, que vale a pena lembrar, o homem não conseguiu fazer até hoje uma cópia exata dele mesmo, de tal forma que as idéias, os sentimentos, os talentos possam ser idênticos ao original. Deus deu o seu bem mais precioso, seu único filho, como sacrifício para que você não deixasse de existir, para que seus pecados fossem perdoados, para que você tivesse lugar com Ele na eternidade, em Sua glória.

Na Bíblia, na Carta de Paulo aos Efésios, capítulo 2 e no versículo 10, está escrito: "Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". A palavra que foi traduzida para "feitura",  também pode expressar, quando traduzida do grego para o português, a palavra "POEMA". Sendo assim, somos POEMA dele, dele quem? De  Deus, criados em Cristo Jesus, para boas obras. Essas boas obras só são possíveis quando nascemos de novo por meio do Espírito Santo de Deus, quando nos arrependemos de nossos erros, pecados, falhas, e reconhecemos que nada fomos, nada somos, nada seremos sem a graça e a misericórdia de Deus para com nossas vidas, por meio do reconhecimento de que Cristo morreu por todos nós, nos livrando da condenação eterna.

Agora, reconhecendo o porque existimos, e para que Ele nos deu os talentos, os dons que temos, não necessitamos mais de uma platéia, de um palco, de uma grande arquibancada, de marketing, de propaganda, da mídia, para usarmos tudo que somos, tudo que temos, tudo o que Ele nos deu para engrandecermos a Ele mesmo, merecedor de toda honra, toda música, toda arte, toda expressão, todo talento que temos. Por que? Porque ele nos fez, a cada um, um POEMA único, com toda a expressão de amor dEle.

Que você, poema de Deus, sua vida, possa proclamar o Amor dEle para outros que precisam saber que são únicos, preciosos, feituras dEle, poemas de Deus.

Alegra-te homem!!! Alegra-te mulher !!!  Alegra-te jovem !!! Alegra-te criança !!!   És um poema lindo e único feito pelo Criador do Universo.

Um Bom Dia para você poema lindo de Deus!


[Charles Dantas R. Lima, Técnico em Eletrônica e Informática pela ETER - Escola Tecnológica Redentorista, atualmente é Seminarista no Curso de Teologia com Enfase em Missiologia pelo Seminário Teológico Evangélico do Betel Brasileiro em João Pessoa-PB / BRASIL, também auxilia o Pr Marcos Eduardo na PIB-JCU - Primeira Igreja Batista do Jardim Cidade Universitária como Secretário do Ministério nas Assembléias, casado com Artemizia Lima, pai do João Lima Segundo.]